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Dicas de modelos de Tributação para o seu Negócio
23 de setembro de 2024
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InteraUp

Empreender é um desafio repleto de oportunidades e obstáculos. Embora gratificante, a jornada empreendedora exige dedicação, estudo constante e uma gestão eficiente dos aspectos financeiros e tributários. Nesse cenário, um dos tópicos mais questionados é, sem dúvida, a tributação. Escolher o regime tributário ideal pode ser uma tarefa árdua, mas fundamental para garantir o crescimento sustentável do seu empreendimento.
O Simples Nacional: Uma Solução Simplificada
O Simples Nacional é um regime tributário concebido para descomplicar a vida dos pequenos negócios no Brasil. Ele permite que empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões paguem vários impostos federais, estaduais e municipais em uma única guia, chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).
Esse regime tributário simplificado foi lançado em 2007 e, desde então, tem sido uma opção atraente para empreendedores de diversos setores. Ao unificar o recolhimento de impostos, o Simples Nacional proporciona ganhos significativos em termos de tempo, eficiência e produtividade na gestão empresarial.
Quais impostos são contemplados?
O Simples Nacional abrange uma série de impostos e contribuições, incluindo:- Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)
- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
- Contribuição para o PIS/Pasep
- Contribuição Patronal Previdenciária (CPP)
- Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS)
- Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
Como gerar o Código de Acesso ao Simples Nacional?
Para usar os serviços do Simples Nacional, como cálculo de impostos, parcelamento e consulta de débitos, é preciso obter um código de acesso. Esse código é gerado pela Receita Federal após a adesão da empresa ao regime. O processo para gerar ou resgatar o código de acesso é simples.- Basta acessar o site do Simples Nacional em:
- Clicar em "Caso você não tenha o código de acesso"
- Inserir o CNPJ da empresa, o CPF do responsável e o número do recibo de entrega da declaração do IRPF (ou, se isento, o número do título de eleitor e a data de nascimento).
- Depois, basta copiar o código fornecido.
O Lucro Presumido: Uma Opção Intermediária
O Lucro Presumido é um regime tributário usado por empresas menores que não podem optar pelo Simples Nacional e não são obrigadas a seguir o Lucro Real. Nele, a Receita Federal presume um percentual de lucro sobre a receita bruta da empresa e aplica os impostos com base nessa presunção.Quais são os Impostos Envolvidos?
No Lucro Presumido, a empresa cobra os seguintes impostos:- Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)
- Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL)
- Contribuição para o programa de Integração Social (PIS)
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
- Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
- Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em caso de empresas de comércio
Percentuais de Impostos no Lucro Presumido
As alíquotas dos impostos no Lucro Presumido variação conforme a atividade da empresa. Veja alguns exemplos:- IRPJ:
- Revenda de combustíveis: 1,6%
- Serviço de transporte que não seja com carga: 16%
- Prestadores de serviços em geral: 32%
- Empresas que não se enquadram nas condições acima: 8%
- CSLL:
- Prestação de serviços em geral: 32%
- Empresas que não se enquadraram na condição acima: 12%
- PIS: 0,65%
- COFINS: 3%
- ISS (municipal) e ICMS (estadual): Pode variar entre 2% a 5%, conforme o município e o tipo de serviço.
Qual é o Limite para o Lucro Presumido?
Uma das regras para aderir ao lucro Presumido é que a empresa tenha um faturamento máximo de até R$ 78 milhões ao ano. Se passar desse limite no ano, não precisa mudar o regime tributário na hora, pois a verificação é feita com base no ano anterior, seu negócio pode continuar neste modelo até a finalização do período. No entanto, será necessária uma atualização para um regime mais adequado às condições financeiras da empresa para o próximo ano fiscal.O Lucro Real: O Regime Mais Rigoroso
O Lucro Real é um regime tributário que exige um acompanhamento rigoroso da contabilidade da empresa. Nesse regime, os impostos são calculados com base no lucro líquido contábil. Isso significa que todas as despesas, custos e encargos permitidos por lei são deduzidos, incluindo os valores de depreciação e amortização de ativos.Como Calcular o Lucro Real?
O cálculo do Lucro Real envolve os seguintes passos:- Apuração do Lucro Líquido Contábil: Obtenção do lucro líquido contábil da empresa, considerando todas as receitas e despesas.
- Adições e Exclusões: Ajuste do lucro líquido contábil, adicionando despesas não dedutíveis e excluindo receitas não tributáveis. Também considera a depreciação, amortização e outras deduções permitidas por lei.
- Cálculo do Lucro Real: Após as adições e exclusões, o valor resultante é o lucro real, sobre o qual os impostos serão calculados.
Quando a Empresa é Obrigada a Adotar o Lucro Real?
Algumas empresas são obrigadas a adotar o Lucro Real como regime tributário, sem depender do faturamento. Esse é o caso de:- Empresas que possuem capital vindo do exterior
- Empresas que possuem benefícios fiscais
- Empresas com faturamento anual acima de R$ 78 milhões
- Bancos, corretoras, financeiras e outras empresas do setor financeiro
